A escolha eleitoral tem sua medição específica na contagem de votos efetuada pela justiça eleitoral, cuja homologação consolida legalmente a escolha feita pelos eleitores. Mas é evidente que o estudo dos resultados oficiais é limitado e não permite entender os aspectos subjetivos do processo de escolha. Isto tem levado os pesquisadores a estudar, através de entrevistas e questionários, os aspectos da decisão eleitoral que mais lhes interessam. Assim, a decisão eleitoral e o processo de escolha podem ser avaliados através de variáveis tais como: a decisão de votar, o processo de escolha e a escolha feita.
Basicamente todo o processo pode ser subdividido em algumas outras variáveis:
1. Partido
2. Filosofia
3. Candidato
4. Campanha
5. Lideranças
Partido
O regime eleitoral brasileiro impede que pretendentes saiam candidatos sem a devida filiação partidária.
O Brasil oferecia duas opções para os eleitores: Direita e Esquerda. Atualmente, principalmente após a eleição de Fernando Collor de Melo, os eleitores viram o surgimento de uma corrente chamada “neoliberalismo”, comandada por Fernando Henrique Cardoso e que acabou por se firmar através do Partido da Social Democracia Brasileira. O PSDB colocou-se em uma posição de centro-direita sendo apoiado pelos Democratas, ou o que restou da antiga Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de suporte ao governo militar e posicionado na extrema direita da política nacional.
A partir deste momento, os eleitores brasileiros passaram a conhecer melhor os partidos, ainda que a quantidade de partidos chamados de “nanicos” tenha atrapalhado e confundido um pouco esse conhecimento.
Atualmente os eleitores entendem apenas que existem partidos que apóiam o governo e outros partidos que apóiam os que não estão no governo. A identificação fica apenas por conta da “oposição” e situação”.
Filosofia
Cada partido prega sua filosofia e ideologia política. A cada ação para o ensinamento de sua ideologia aos eleitores, o partido, obrigatoriamente, relembra sua condição de “oposição” ou “situação”. Claramente cada partido aproveita-se de situações que possam beneficiá-lo, ou seja, se for situacionista utiliza-se de boas ações do governo para beneficiá-lo politicamente, ao contrário, se for oposicionista, utiliza-se de ações pouco populares do governo para criticá-lo, ainda que tais ações, impopulares, tenham o intuito de gerar bons frutos futuramente. E todas essas ações são repassadas aos eleitores através das assessorias de comunicação sempre no intuito de incorporar os ganhos políticos como filosofia partidária. “Somo a favor do povo e contra as medidas que atinjam sua dignidade”, Somos a favor porque vai beneficiar todo o País”, em resumo, a filosofia partidária fica longe da história de cada partido. Vale lembrar que o PT, Partido dos Trabalhadores, só vencer com Lula após ter profissionalizado suas ações e se aproximado de outros partidos e lideranças de posicionamento centro-esquerda. A máxima de que “Se há governo, sou contra”, ficou na história do PT desde a vitória de Lula para seu primeiro mandato. Infelizmente alguns poucos partidários do PT ainda defendem o radicalismo e ficam presos na história do partido. E, como história de partido é algo maçante para a população, esses poucos ficam relegados à segundo plano, restando apenas o caminho do ostracismo.
Candidato
O carisma do candidato ainda é um dos maiores pilares de sustentação em uma campanha. Obviamente o candidato tem que ter um passado político e uma atuação como líder que tenha impressionado o eleitor. Se suas ações, no entanto, não foram devidamente e corretamente divulgadas, esse entendimento dos eleitores fica prejudicado. Em quaisquer circunstâncias, uma boa assessoria de comunicação deve preparar seus textos tendo como foco uma absorção fácil pelo eleitorado. Textos prolixos e sem objetividade provocam um efeito contrário na “cabeça” do eleitor.
Apesar de se exigir do candidato uma vida ilibada e sem restrições, o Ministério Público Brasileiro acaba sempre denunciando um ou outro candidato. Talvez por falta de conhecimento em investigação, o MP está sempre sendo derrubado pela Justiça. Infelizmente esse aprendizado do MP é necessário para que ele mesmo entenda que nem sempre o que se vê é errado, ilegal ou imoral. Mais uma vez caberá à assessoria de comunicação informar sobre essas denúncias e seus arquivamentos, se for o caso.
O eleitor aprecia e muito as conversas com os candidatos. O bate papo ao pé do ouvido pode revelar muitas aspirações e anseios dos eleitores. Ao contrário das pesquisas comportamentais, mais científicas, o bate papo pode revelar costumes de determinada área eleitoral. O candidato deve observar sempre o que passa no cotidiano de uma comunidade.
Para um bom trajeto durante a campanha eleitoral, o candidato deve sempre ter uma boa assessoria. Comunicação, relações públicas e marketing devem ser integrados para um melhor resultado final. Ao se deparar com profissionais que não “vestem a camisa” a melhor solução ainda é corte de relações de trabalho. Agindo desta forma e seguindo os conselhos dos bons profissionais os bons frutos serão colhidos.
Mas, cuidado! A escolha de bons profissionais pode decidir uma eleição. Nunca opte por profissionais que “são amigos” e que não entendam do assunto.
Campanha
Durante a campanha eleitoral o candidato vai colocar em prática as ações planejadas por sua assessoria. Se houve debates, o entendimento pelo candidato será bem melhor. Ao contrário, os riscos de se correr para um lado enquanto a assessoria aponta para outro, são reais.
Pesquisas quantitativas e comportamentais são essenciais para que o candidato saiba o que falar, para quem falar e quando falar. E nestes momentos que saiba falar exatamente o que o eleitor quer escutar. A análise das pesquisas comportamentais são fundamentais para subsidiar o candidato com elementos de convencimento. Saber, também, o que se passa em sua área eleitoral é de suma importância para a decisão do eleitor. Afinal de contas, candidato que não tem conhecimento de realidade acaba por revelar ao eleitor todo o seu desconhecimento de causa, seja ela qual for.
A identidade visual deve ser trabalhada para que o eleitor identifique o candidato de imediato. Artes mirabolantes, carregadas de cores, acabam provocando uma poluição visual que impede essa identificação. É comum candidatos que se parecem com outras pessoas em seu material de campanha e não se parecem exatamente com quem devem se parecer: com lês próprios. Facilitar a identificação aos eleitores pode atrair muitos votos. Profissionalização na criação da imagem é a palavra de ordem. Basicamente os eleitores fixam seus olhos na imagem do candidato, seu número e seu nome. O resto é pintura que pode atrapalhar. O conceito de escuro no claro ou claro no escuro existe há décadas e ainda é válido. Usar e abusar das cores pode ser prejudicial ao candidato. O ideal é a utilização do conceito clean.
Lideranças
Ninguém é bom candidato sem bons apoios. As lideranças políticas devem ser estabelecidas com muita antecedência para que o eleitor possa ligá-las ao candidato. A transferência de votos, nesses casos, vai depender do quanto essas lideranças são capazes de influenciar a decisão do eleitor. Bons líderes falam pouco, são populares e não tentam forçar suas opiniões prá ninguém. Sabem escutar e sabem quando estão causando desconforto ao eleitor. Normalmente os líderes conhecem seus liderados. Aprender com eles é um sinal de respeito que pode resultar em novas adesões de apoio. O líder nasce líder e é escolhido pelos liderados espontaneamente. Forçar a liderança pode transformar o candidato em opressor e isso só é prejudicial à campanha. O eleitor aceita um novo líder desde que este saiba o que ele quer. Mais uma vez nos lembramos de uma correta interpretação das pesquisas comportamentais.
Enfim, o candidato é um produto. Se o consumidor (eleitor) tem necessidade de um produto, se este produto atende à todas as classes de consumidores e se estes terão um fácil o acesso ao produto, o resultado será um sucesso. Ao contrário, será um enorme fracasso.
Basicamente todo o processo pode ser subdividido em algumas outras variáveis:
1. Partido
2. Filosofia
3. Candidato
4. Campanha
5. Lideranças
Partido
O regime eleitoral brasileiro impede que pretendentes saiam candidatos sem a devida filiação partidária.
O Brasil oferecia duas opções para os eleitores: Direita e Esquerda. Atualmente, principalmente após a eleição de Fernando Collor de Melo, os eleitores viram o surgimento de uma corrente chamada “neoliberalismo”, comandada por Fernando Henrique Cardoso e que acabou por se firmar através do Partido da Social Democracia Brasileira. O PSDB colocou-se em uma posição de centro-direita sendo apoiado pelos Democratas, ou o que restou da antiga Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de suporte ao governo militar e posicionado na extrema direita da política nacional.
A partir deste momento, os eleitores brasileiros passaram a conhecer melhor os partidos, ainda que a quantidade de partidos chamados de “nanicos” tenha atrapalhado e confundido um pouco esse conhecimento.
Atualmente os eleitores entendem apenas que existem partidos que apóiam o governo e outros partidos que apóiam os que não estão no governo. A identificação fica apenas por conta da “oposição” e situação”.
Filosofia
Cada partido prega sua filosofia e ideologia política. A cada ação para o ensinamento de sua ideologia aos eleitores, o partido, obrigatoriamente, relembra sua condição de “oposição” ou “situação”. Claramente cada partido aproveita-se de situações que possam beneficiá-lo, ou seja, se for situacionista utiliza-se de boas ações do governo para beneficiá-lo politicamente, ao contrário, se for oposicionista, utiliza-se de ações pouco populares do governo para criticá-lo, ainda que tais ações, impopulares, tenham o intuito de gerar bons frutos futuramente. E todas essas ações são repassadas aos eleitores através das assessorias de comunicação sempre no intuito de incorporar os ganhos políticos como filosofia partidária. “Somo a favor do povo e contra as medidas que atinjam sua dignidade”, Somos a favor porque vai beneficiar todo o País”, em resumo, a filosofia partidária fica longe da história de cada partido. Vale lembrar que o PT, Partido dos Trabalhadores, só vencer com Lula após ter profissionalizado suas ações e se aproximado de outros partidos e lideranças de posicionamento centro-esquerda. A máxima de que “Se há governo, sou contra”, ficou na história do PT desde a vitória de Lula para seu primeiro mandato. Infelizmente alguns poucos partidários do PT ainda defendem o radicalismo e ficam presos na história do partido. E, como história de partido é algo maçante para a população, esses poucos ficam relegados à segundo plano, restando apenas o caminho do ostracismo.
Candidato
O carisma do candidato ainda é um dos maiores pilares de sustentação em uma campanha. Obviamente o candidato tem que ter um passado político e uma atuação como líder que tenha impressionado o eleitor. Se suas ações, no entanto, não foram devidamente e corretamente divulgadas, esse entendimento dos eleitores fica prejudicado. Em quaisquer circunstâncias, uma boa assessoria de comunicação deve preparar seus textos tendo como foco uma absorção fácil pelo eleitorado. Textos prolixos e sem objetividade provocam um efeito contrário na “cabeça” do eleitor.
Apesar de se exigir do candidato uma vida ilibada e sem restrições, o Ministério Público Brasileiro acaba sempre denunciando um ou outro candidato. Talvez por falta de conhecimento em investigação, o MP está sempre sendo derrubado pela Justiça. Infelizmente esse aprendizado do MP é necessário para que ele mesmo entenda que nem sempre o que se vê é errado, ilegal ou imoral. Mais uma vez caberá à assessoria de comunicação informar sobre essas denúncias e seus arquivamentos, se for o caso.
O eleitor aprecia e muito as conversas com os candidatos. O bate papo ao pé do ouvido pode revelar muitas aspirações e anseios dos eleitores. Ao contrário das pesquisas comportamentais, mais científicas, o bate papo pode revelar costumes de determinada área eleitoral. O candidato deve observar sempre o que passa no cotidiano de uma comunidade.
Para um bom trajeto durante a campanha eleitoral, o candidato deve sempre ter uma boa assessoria. Comunicação, relações públicas e marketing devem ser integrados para um melhor resultado final. Ao se deparar com profissionais que não “vestem a camisa” a melhor solução ainda é corte de relações de trabalho. Agindo desta forma e seguindo os conselhos dos bons profissionais os bons frutos serão colhidos.
Mas, cuidado! A escolha de bons profissionais pode decidir uma eleição. Nunca opte por profissionais que “são amigos” e que não entendam do assunto.
Campanha
Durante a campanha eleitoral o candidato vai colocar em prática as ações planejadas por sua assessoria. Se houve debates, o entendimento pelo candidato será bem melhor. Ao contrário, os riscos de se correr para um lado enquanto a assessoria aponta para outro, são reais.
Pesquisas quantitativas e comportamentais são essenciais para que o candidato saiba o que falar, para quem falar e quando falar. E nestes momentos que saiba falar exatamente o que o eleitor quer escutar. A análise das pesquisas comportamentais são fundamentais para subsidiar o candidato com elementos de convencimento. Saber, também, o que se passa em sua área eleitoral é de suma importância para a decisão do eleitor. Afinal de contas, candidato que não tem conhecimento de realidade acaba por revelar ao eleitor todo o seu desconhecimento de causa, seja ela qual for.
A identidade visual deve ser trabalhada para que o eleitor identifique o candidato de imediato. Artes mirabolantes, carregadas de cores, acabam provocando uma poluição visual que impede essa identificação. É comum candidatos que se parecem com outras pessoas em seu material de campanha e não se parecem exatamente com quem devem se parecer: com lês próprios. Facilitar a identificação aos eleitores pode atrair muitos votos. Profissionalização na criação da imagem é a palavra de ordem. Basicamente os eleitores fixam seus olhos na imagem do candidato, seu número e seu nome. O resto é pintura que pode atrapalhar. O conceito de escuro no claro ou claro no escuro existe há décadas e ainda é válido. Usar e abusar das cores pode ser prejudicial ao candidato. O ideal é a utilização do conceito clean.
Lideranças
Ninguém é bom candidato sem bons apoios. As lideranças políticas devem ser estabelecidas com muita antecedência para que o eleitor possa ligá-las ao candidato. A transferência de votos, nesses casos, vai depender do quanto essas lideranças são capazes de influenciar a decisão do eleitor. Bons líderes falam pouco, são populares e não tentam forçar suas opiniões prá ninguém. Sabem escutar e sabem quando estão causando desconforto ao eleitor. Normalmente os líderes conhecem seus liderados. Aprender com eles é um sinal de respeito que pode resultar em novas adesões de apoio. O líder nasce líder e é escolhido pelos liderados espontaneamente. Forçar a liderança pode transformar o candidato em opressor e isso só é prejudicial à campanha. O eleitor aceita um novo líder desde que este saiba o que ele quer. Mais uma vez nos lembramos de uma correta interpretação das pesquisas comportamentais.
Enfim, o candidato é um produto. Se o consumidor (eleitor) tem necessidade de um produto, se este produto atende à todas as classes de consumidores e se estes terão um fácil o acesso ao produto, o resultado será um sucesso. Ao contrário, será um enorme fracasso.



